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07/05/2022
Operação 'tartaruga': Protestos de servidores federais provocam atraso na liberação de cargas na fronteira

A chamada "operação tartaruga", que fiscaliza mais devagar os produtos, tem provocado filas de centenas de caminhões à espera da liberação de cargas na fronteira do Brasil com o Paraguai, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
A medida é uma forma de auditores da Receita Federal e de fiscais do Ministério da Agricultura chamarem a atenção para as revindicações das categorias, que cobram melhores condições de trabalho.
O porto seco de Foz do Iguaçu é o maior da América Latina. O terminal tem capacidade para abrigar 900 caminhões. O "pente fino" nas cargas provocou um acúmulo de mais de quatro mil caminhões parados na fronteira. Muitos aguardam há mais de uma semana a liberação das cargas pelos fiscais.

O motorista Félix Mendoza espera há 8 dias para seguir viagem até o Paraguai. Ele afirma que normalmente faz esse tipo de frete em apenas dois dias. A conta é ele quem paga.
 

"A comida está cara, o banho eles cobram R$ 15 a ducha aqui no posto. Não vai me sobrar nada de lucro", desabafa.
 
A demora é resultado da mobilização dos fiscais do Ministério da Agricultura, que eles pedem reposição salarial e a realização de concurso público para contratação de servidores.
O presidente nacional da Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa), Janus Pablo, destaca que são apenas dois veterinários e seis agrônomos para dar conta de toda a demanda de importação e exportação de produtos de origem animal e vegetal.

Porém, além dos servidores do ministério, fiscais da Receita também estão mobilizados desde dezembro com a chamada "operação padrão", que também faz uma espécie de pente fino em cada carga.
O sindicato que representa a categoria afirma que há oito anos não é realizado concurso público para recomposição dos quadros e que, só no ano passado, houve corte orçamentário de 50%.
Depois de aguardar dias em pátios de transportadoras e postos de combustíveis, os caminhoneiros ainda precisam esperar em uma fila aqui na beira da rodovia para ter acesso ao porto.
Eles recebem uma senha e só podem entrar quando são chamados. O que não significa o fim da espera para liberar a carga.
O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas (Sindifoz), Rodrigo Atilio Ghellere, relata que, em dias normais, o fluxo na fronteira demorava de dois a três dias. Hoje, o tempo tem variado de sete a quinze dias.
Para as transportadoras, quanto maior o tempo parado menor é o volume de negócios.
De acordo com o gerente comercial Jair Biff, há muita demanda por frete, porém, grande parte dos veículos não consegue rodar por estarem na fila do porto seco. "Tamo perdendo, pessoal ta perdendo dinheiro", afirma.

Créditos: G1/Globo/RPC - Joice Cavalheiro - Menina FM

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